DMED e malha fina para médicos: guia para não errar

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DMED e malha fina são termos que geram preocupação em gestores de saúde, mas a conformidade depende apenas de processos organizados. A Declaração de Serviços Médicos e de Saúde é o principal instrumento de fiscalização da Receita Federal para o setor.

O fisco utiliza tecnologia de ponta para cruzar o que a clínica declara com o que o paciente informa. Qualquer divergência mínima pode travar o CPF do profissional ou o CNPJ da empresa em uma fiscalização detalhada.

Entender esse mecanismo é o primeiro passo para evitar sanções e prejuízos financeiros. Neste guia, abordamos os cuidados essenciais que os departamentos fiscal e financeiro devem adotar para garantir a segurança do negócio.

O que é a DMED?

A Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED) é uma obrigação tributária fundamental. Profissionais da área da saúde, hospitais e clínicas devem reportar anualmente todos os pagamentos recebidos por serviços prestados. Esta declaração alimenta o sistema da Receita Federal.

O objetivo principal da DMED é permitir à Receita Federal o cruzamento de informações. Assim, compara-se os dados declarados pelos prestadores de serviços com aqueles informados pelos pagadores, como pacientes e planos de saúde. Isso evita fraudes e omissões.

A correta entrega da DMED é vital para a saúde financeira do seu negócio. Erros ou omissões podem resultar em sérias complicações fiscais, culminando na temida malha fina e aplicação de penalidades severas.

Cruzamento de dados pela Receita Federal

A Receita Federal utiliza um sofisticado sistema de cruzamento de dados. Ele compara as informações da DMED com as Declarações de Imposto de Renda de Pessoas Físicas (DIRPF). Além disso, analisa dados de outras obrigações acessórias.

Essa análise minuciosa busca identificar qualquer discrepância entre os valores recebidos pelos prestadores de serviços e os pagamentos declarados pelos pacientes. Inconsistências acionam alertas no sistema do Fisco. Dessa forma, a vigilância fiscal se intensifica.

Quem deve declarar a DMED?

São obrigados a apresentar a DMED os serviços de saúde e operadoras de planos de saúde. Incluem-se hospitais, clínicas, laboratórios, médicos, dentistas, psicólogos e fisioterapeutas que atuam como pessoa jurídica.

A apresentação deve ocorrer até o último dia útil de fevereiro do ano-calendário subsequente. O não cumprimento deste prazo ou a entrega com dados incorretos gera multas. A atenção ao calendário fiscal é imprescindível.

Principais erros na DMED que levam à malha fina

Diversos erros na DMED podem levar médicos e clínicas à malha fina. A inconsistência de valores é a falha mais comum. Isso ocorre quando o valor declarado na DMED difere do valor informado pelo paciente em sua DIRPF. A divergência dispara um alerta imediato.

Outro erro frequente é a omissão de rendimentos. Não declarar todos os valores recebidos por serviços prestados configura uma infração grave. Essa falha é facilmente identificada pelo cruzamento de dados da Receita Federal. As consequências são sérias.

Atenção especial deve ser dada aos dados cadastrais dos pacientes. Erros no CPF, nome ou data de nascimento podem invalidar a informação. Isso cria a percepção de omissão ou inconsistência perante o Fisco. A precisão é fundamental em todos os registros.

Como o departamento financeiro evita erros na DMED?

A prevenção contra erros na DMED e a malha fina começa no momento do atendimento e do recebimento. O financeiro precisa ter um controle rigoroso de cada pagamento, vinculando-o obrigatoriamente ao CPF do pagador.

É fundamental que o setor realize a conciliação bancária diariamente para garantir que nada foi esquecido. Softwares de gestão integrados ajudam a evitar erros de digitação que ocorrem em processos manuais.

Manter uma comunicação clara com o paciente sobre quem deve constar no recibo é vital. Erros na indicação do responsável financeiro são motivos comuns de retenção em malha fina para ambas as partes.

Cuidados do departamento fiscal para manter a conformidade

O departamento fiscal atua como o revisor final antes que as informações cheguem ao governo. Ele deve auditar se os arquivos gerados pelo sistema financeiro estão de acordo com as normas da Receita Federal.

  1. Verificar a validade dos CPFs dos pacientes antes do envio
  2. Cruzar as notas fiscais emitidas com os registros da DMED
  3. Monitorar o prazo de entrega, que ocorre até o último dia útil de fevereiro
  4. Analisar se todos os profissionais que atuam na clínica foram devidamente reportados

Essas ações garantem que a declaração seja enviada sem inconsistências que poderiam gerar multas. A organização documental permite que, caso haja uma intimação, a defesa seja apresentada com agilidade.

Consequências de ignorar o cruzamento de dados

Ignorar os riscos da DMED e malha fina pode trazer prejuízos que vão além das multas financeiras. A clínica pode ter sua certidão negativa de débitos impedida, dificultando empréstimos ou contratos públicos.

As multas por informações incorretas ou omissões são calculadas sobre o valor das transações, pesando no caixa. Além disso, o profissional de saúde pode ter sua reputação prejudicada perante os pacientes que caírem na malha por erro da clínica.

A proatividade na correção de erros é sempre o melhor caminho para evitar processos administrativos longos. Retificar a declaração antes de qualquer notificação oficial pode evitar penalidades mais severas e juros abusivos.

Saiba mais:

  1. Multa DMED: guia para não atrasar a declaração da sua clínica
  2. Contabilidade para clínicas e médicos: 5 dicas para aplicar já
  3. Carnê-leão para médico: entenda como funciona e evite erros fiscais

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A conformidade fiscal exige atenção constante e conhecimento técnico atualizado para evitar problemas com o fisco. Ter o apoio de especialistas garante que sua clínica opere com tranquilidade e foco total no atendimento aos pacientes.

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